Este compromisso vem expresso numa mensagem publicada pela ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, alusiva ao Dia Internacional da Dança, que hoje se assinala. Na mensagem, a ministra “saúda todos os dinamizadores da dança, bailarinos, coreógrafos, instrutores, professores, produtores, promotores, críticos, técnicos, gestores e outros intervenientes pelo contributo que têm dado em prol do desenvolvimento da dança em Angola”.
A ministra destaca que, neste momento de paz, “estamos em condições de programar acções de monta tem em vista o nosso desenvolvimento cultural” e considera urgente que se faça uma reflexão sobre os caminhos da dança em Angola em todas as suas formas de expressão, “pondo em evidência os nossos valores culturais focados na realidade concreta do nosso país, para o diálogo que se impõe com todo o mundo globalizado”. Recorda que no dia da dança são promovidos espectáculos de dança e acções de formação, “ao que se acresce a sempre necessária avaliação do estado da dança, de modo a que possamos identificar as dificuldades e propor medidas que promovam a elaboração de programas consistentes e de qualidade, tendo em vista a valorização e divulgação da dança em todo o território nacional”.
“Precisamos de associar a prática da dança ao conhecimento e estudo aprofundado das danças tradicionais, para o que se impõe uma investigação aturada das diferentes dimensões desta arte, sem a qual os grupos modernos limitar-se-ão a reproduzir maquinalmente o que se vem exibindo e muitas vezes mal, na convicção de que aquela versão que se executa daquele modo é a mais original, como lamentavelmente temos vindo a constatar tal prática nos principais centros urbanos”, sublinha a ministra da Cultura.
Rosa Cruz e Silva defende, a concluir, a criação de “espaços de abordagem sobre a problemática da dança em Angola”, tendo em conta os esforços para a preservação do reportório das danças angolanas, “o legado patrimonial que também agora é reinterpretado através de novas fórmulas da contemporaneidade e que nos permitem por essa via e cada vez mais projectar no país e no exteriores esta arte, sempre com as marcas profundas da nossa identidade colectiva”.
in Jornal de Angola, 29 de Abril de 2010