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MINCULT solidário com Museu Nacional do Brasil

O Ministério da Cultura (MINCULT) destacou nesta quarta-feira, 5, em Luanda, que a perca inesperada do acervo do Museu Nacional do Brasil desperta para a importância de serem tomadas medidas redobradas na preservação e conservação da memória e história dos povos de que os museus são guardiões.

Em mensagem enviada ao ministro da Cultura do Brasil, Sérgio Sá Leitão, em solidariedade devido ao incêndio que destruiu o Museu Nacional do Brasil, cujo acervo testemunhava a memória histórica brasileira, da região sul-americana e do mundo, a ministra Carolina Cerqueira disse que perdeu-se parte essencial da história antropológica e científica do Brasil e da humanidade e dois séculos de memória, ciência, cultura e educação.

O Museu Nacional do Rio de Janeiro ardeu no domingo, 2 de Setembro, deste ano.
Considerado o maior museu de História Natural da América Latina, o Museu Nacional, que assinalou em Junho o seu bicentenário, albergava cerca de 20 milhões de peças de valor incalculável e uma biblioteca com mais de 530 mil títulos.

Entre as peças inestimáveis transformadas em cinzas está uma colecção egípcia, uma outra de arte e de artefactos greco-romanos, colecções de paleontologia - que incluíam o esqueleto de um dinossauro encontrado na região de Minas Gerais - bem como o mais antigo fóssil humano descoberto no Brasil, "Luzia".

Um dos únicos vestígios preservados foi o enorme meteorito com mais de cinco toneladas, que continua em frente à entrada do espaço.

O Museu Nacional do Rio de Janeiro, criado por Don João VI em 6 de Junho de 1818, é considerado o quinto maior do mundo em relação a acervo e inclui colecções científicas, de fósseis de animais, utensílios indígenas, múmias, entre outros itens.