Ministério da Cultura
Cultura

Ministra quer rede regional de promoção da indústria cultural


Para a promoção e a internacionalização das indústriais culturais, como fonte de rendimento para as famílias e geração de emprego para a juventude, ajudando a combater à pobreza, à violência e contribuir no fortalecimento da identidade nacional, a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, defendeu na quarta-feira, 27, em Brazzaville (Congo), a criação de uma rede regional cultural.



Falando à sua chegada na capital congolesa, onde irá participar na reunião dos ministros da Cultura da África Central, a ministra referiu que a promoção das indústrias criativas e culturais consta das prioridades da UNESCO e de outras organizações regionais, porquanto poderão constituir fontes alternativas de diversificação da economia e garante do sustento de famílias e jovens, sobretudo das zonas rurais e menos desenvolvidas, sem acesso às novas tecnologias e empregos seguros.



Referindo-se à experiência de Angola, considerou que no Programa de Desenvolvimento Nacional (PDN 2018 -2022) é dado relevo à importância ao fomento da produção cultural, como factor de criação de riqueza e de emprego, pelo impacto que tem em várias actividades económicas, em particular na promoção dos produtos locais, na medida que contribui para o turismo sustentável, a inclusão social e trabalho digno para as gerações mais jovens.  



Carolina Cerqueira apontou o artesanato, a música, a dança tradicional, o teatro, a gastronomia, as tradições populares, as Línguas Nacionais e a moda como indústrias criativas em verdadeira expansão em Angola e que têm impulsionado a criação de centros culturais e casas de Cultura um pouco por todo o país, em particular nos municípios, como verdadeiros espaços de criação e divulgação cultural e fomento das artes.  



A delegação angolana ao evento, que teve início nesta quinta-feira, 29, e com o fim previsto para sexta-feira, 30, é integrada pelo director Nacional das Línguas Nacionais, José Pedro, a directora do Intercâmbio, Suzana de Sousa, e o adido cultural na República do  Congo, Ndo Ngadi Ngolo Mpovi.